Como eu posso sentir falta
de tudo que não conheci
de tudo que não toquei
de tudo que faz meu dia sorrir...
Uma canção que ganha o coração
ela toca sem contato
ela emociona sem ações
ela ganha a memória mesmo sem a experiência...
Então esse encontro é uma canção?
Na noite perambulo em busca de me entreter,
mas nada se compara ao que me causa essa canção...
Os copos vazios nos bares
como vazio está a minha alma,
o que falta?
A lua é doce companheira
conhece todos os meus passos
conhece minhas noites solitárias
conhece meu desejo
conhece meu coração...
Sim, essa é uma doce canção
às vezes com um toque amargo
às vezes um tanto dramática...
Sou uma composição interminável de mim mesma...
Não quero, não posso lutar contra.
Palavras não são soltas, palavras são mais que palavras, desejos, sentidos, tatos, corpos, gozo, palavras penetram, palavras acusam, palavras acalmam, pertubam, encantam, seduzem... esta palavra que desconstrói, avança, passa por cima, rasga, estripa, pelo vento nos leva... pela paixão me conduz... palavras não são apenas palavras... Pela libertinagem de escrever sigo esse caminho de amor e dor, as palavras me atravessam e me tornam mais forte.
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quarta-feira, 19 de março de 2014
Encontro...
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insegurança. Foto e Poesia Lilian Borges.,
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sábado, 22 de fevereiro de 2014
Sobre deixar ir...
Estranho domínio que exerce em minha alma
destas tuas cores que envolvem somente um desejo
esse amor que foi pra mim, mais que um lampejo...
Abrir mão nunca é tarefa fácil
mas quando o risco que se corre na insistência
tem um preço muito alto
um coração não poderá pagar...
Então você o cala
é como uma facada, dói muito,
mas depois a lembrança é só aquela cicatriz
e você se sente feliz por não haver piores seqüelas...
E então você segue em frente,
mesmo que num passo arrastado
o tempo todo olhando para trás
como quem não quer deixar a terra...
Como alguém que parte porque precisa
e não por que quer...
E então esse caminho novo já não parece tão familiar
e o medo começa a dominar os sentidos
mas é isso: VIVER!!!
Caminhar sem saber onde chegar
planejar manter-se vivo, manter-se alerta...
E quem sabe pelo caminho e suas curvas sinuosas
um novo coração uma nova alma
com quem cruzar.
destas tuas cores que envolvem somente um desejo
esse amor que foi pra mim, mais que um lampejo...
Abrir mão nunca é tarefa fácil
mas quando o risco que se corre na insistência
tem um preço muito alto
um coração não poderá pagar...
Então você o cala
é como uma facada, dói muito,
mas depois a lembrança é só aquela cicatriz
e você se sente feliz por não haver piores seqüelas...
E então você segue em frente,
mesmo que num passo arrastado
o tempo todo olhando para trás
como quem não quer deixar a terra...
Como alguém que parte porque precisa
e não por que quer...
E então esse caminho novo já não parece tão familiar
e o medo começa a dominar os sentidos
mas é isso: VIVER!!!
Caminhar sem saber onde chegar
planejar manter-se vivo, manter-se alerta...
E quem sabe pelo caminho e suas curvas sinuosas
um novo coração uma nova alma
com quem cruzar.
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